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terça-feira, 26 de julho de 2011

Quadrinauta: + Aventura 2 - a missão!!!

Cá estamos nós, para falar um pouquinho de hqs...

Assunto do dia: as edições 2 de Marvel e DC + Aventura.

Vamos começar falando da edição da Casa das Ideias. Marvel + Aventura 2 foi estrelada pela paquita do trovão e ex-sapo Thor. Claro que a intenção da Panini é capitalizar em cima do filme, mas a escolha da história foi, no mínimo, desastrosa.

Diferente da edição anterior, que apresentou uma história fechadinha com roteiro mediano e arte fantástica, neste número a Panini esculhamba tudo e entrega uma história MUITO RUIM e com uma arte apenas correta.
O roteiro é do Dan "o homem que matou o Superman" Jurgens e os desenhos são do Tom Raney. Situando os leitores, após a morte de Odin, Thor se tornou o chefão dos asgardianos e resolveu levar Asgard para Nova York (assim como se fosse uma motor-home) para ensinar os homens a conviverem em paz e harmonia (alguém falou em Gandhi?). Só que resolveu fazer isso na base da força. Então um certo cabeça de teia (outro arroz de  festa da Marvel) resolve ir a Asgard para bater um papinho com Thor. Basicamente, é isso que é a história. Para saber como termina, você vai ter que procurar a edição 10 de Poderosos Vingadores (lançada há uns 7 anos atrás) onde os Vingadores saiem na porrada com os Asgardianos e resolvem esta pendenga.
Pois é, meus amigos... a Panini simplesmente publicou algo que NADA tem a ver com o personagem mostrado no filme. E provavemente vai afastar leitores, já que é uma trama que faz parte de um arco...
A edição é recheada de clichês, inclusive na capa tosca, que tenta emular outras capas clássicas























Enfim, se quiser arriscar, pelo menos o prejuízo não é grande, já que a Panini publica muito mais lixo nas revistas de 15 reais...
Se por um lado, enfiaram o pé na jaca com a Marvel, a edição da DC mata a pau...
DC + Aventura 2 é dedicada a outro filão dos quadrinhos no cinema: Lanterna Verde.


A edição abre com Tigres, um pequeno clássico de apenas 10 páginas desenhada por Kevin O'Neil (de a Liga Extraordinária) e escrita por um tal de Alan Moore. Nesta história, Abin Sur, o antecessor de Hal Jordan, viaja até Ysmault, um planeta proíbido para Lanternas Verdes, para investigar o paradeiro de uma nave. Este planeta é habitado por demônios que, em troca de sua liberdade, ofertam presentes a Abin. Um destes demônios oferece 3 respostas para 3 questões, sem pedir nada em troca.
Entre as respostas, está a profecia sobre A Noite mais Densa (algo que foi bem chupinhetado pelo farofeiro Geoff Johns) e uma sobre o fim de Abin Sur. Fica a dúvida: vale a pena confiar em um demônio?
A forma como se desenrola a trama é genial, mérito do velho Barbudo, que além de entregar uma história muito boa, ainda amarra algumas pontas soltas, como o porque de Abin Sur estar em uma nave, já que pode voar usando apenas seu anel.

Logo após, vem uma hq antiga (dos anos 60) que mostra o momento em que Jordan ganha o anel verde, sendo praticamente a continuação da aventura anterior.
Fechando a edição, vem as origens resumidas de Hal Jordan, Sinestro e (da lombriga cósmica com nome de laxante)  Parallax.
A capa foi desenhada pelo mestre Brian Bolland.

Pode comprar sem medo. Esta edição vale muito a pena, não só pelo preço baixo, mas pela qualidade da revista.

E o placar até agora é:  Marvel 1 X  1 DC.  No próximo embate de + Aventura, teremos Capitão América e Superman. Já vão fazendo as apostas...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rebootada!!!

Salve, salve Amigos Cocadeiros 

A DC anunciou que vai rebootar seu universo de heróis. OK. Qual é a novidade?
A novidade é que eles liberaram alguns esboços que mostram como as figuras vão ficar.
Sabendo que o Jim Lee está capitaneando o projeto, pode esperar por jaquetinhas, ombreiras, X-Men e bastante (falta de) IMAGEnação...
Olhe, se tiver coragem e tire suas próprias conclusões:

Flash e seu novelo de lã

Arqueiro Verde Smallville

Gavião Negro versão porco-espinho

Caveira Vermelha + jaqetinha = Capuz Vermelho

Ricardito jogador de baseball

Cheetara + Fênix = Estelar com cabelo de fogo

Deathlock cover

Sósia do Nate Grey da era do Apocalipse

Arlequina ou Garota Duas Caras?

Superboy Tron

Roupa para ralar os joelhos

Uniforme equipado com fone de ouvido e mp3

Neymar



Chapéuzinho Vermelho



























































































































































Vendo estas tosqueiras, sinceramente, quanto tempo você acha que esse reboot vai durar?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Capas comemorativas da Marvel

  Salve, salve Cocadeiros
A nossa heroica e gloriosa Casa das Ideias (também conhecida como Marvel) vai apagar 50 velinhas e, para
comemorar, resolver se auto-homenagear, fazendo um reload de algumas capas clássicas.
A iniciativa reuniu desenhistas como Greg Horn, Leinil Yu, Alan Davis e outros. Algumas são bem emblemáticas, como as edições 1 de Fantastic Four, que iniciou a fase moderna da Marvel.
Dá uma bizoiada para ver como ficou o resultado:




















































































Apesar de o resultado ter ficado bom, a iniciativa não é nada original. A Marvel volta e meia faz isso de homenagear capas clássicas e coisa e tal. Tomara que, além de incrementar as capas, o Quesada e sua trupe melhorem as hqs, porque as pérolas que tem saído ultimamente são de lascar...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Supercocadeiro!!!!

Salve, salve amigos

Depois de um longo tempo (problemas com senhas esquecidas), cá estou eu de volta.

Pois bem, todo mundo já sabe que lá nos EUA, tá rolando a saga Flashpoint (a era do Apocalipse da DC) com um monte de mudanças e alterações nos personagens.
Algumas são bem interessantes, como o Batman sendo Thomas Wayne (pela dupla infernal Azzarello e Risso).
Mas teve uma mudança que me chamou a atenção:  o Superman desta realidade foi capturado bebê e mantido em cativeiro (mais ou menos como o Hipérion de Poder Supremo) e nunca viu a luz do sol.
O curioso é que o Superman adulto é, ninguém menos que, o MESTRE DOS MAGROS!!!!
Sim, o nosso amigo cocadeiro é o homem de aço na era do apocalipse da DC...



 Pois é... depois desta homenagem, só restava mesmo o reboot...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ascensão e Queda do Império Mutante P#2

Salve salve Cocadeiros...
E vamos em frente com o breve resumo da novela mutante.

No capítulo anterior, os X-Men nasceram, foram cancelados, retornaram, ganharam novos membros e John Byrne assumiu os desenhos.

Byrne, além de ilustrar também co-escrevia as tramas, o que elevou (e muito) o nível das aventuras. Foi nessa época que surgiram algumas das histórias mais memoráveis como a Saga da Fênix Negra, Proteus, o primeiro quebra com a Tropa Alfa e a ótima Dias de um Futuro Esquecido (que inspirou nada menos que o filme O Exterminador do Futuro).
Antes de Bin Laden, Wolverine era o mais procurado da América

O único problema foi o ego da equipe criativa. As faíscas voavam entre Claremont e Byrne, e a parceria acabou após Dias de um Futuro Esquecido.
Depois da saída de Byrne, nosso velho amigo Dave Cockrum voltou a desenhar os mutunas. Na segunda passagem, o grande destaque foi a saga da Ninhada, que teve a participação dos Piratas Siderais e dos Shiars.
Prato do dia: Wolverine à moda da casa

Depois veio o artista Paul Smith. Nesta época, X-Men se tornou um dramalhão mexicano. Kitty foi rebaixada para os Novos Mutantes (que foi o primeiro spin-off do universo mutante), Ciclope se apaixonou por uma mina que era a cara da Jean Grey (que no final era um clone da dita cuja), Tempestade virou punk, Vampira entrou no time (em uma história ilustrada pelo grande Walt Simonson) e Wolverine quase casou.
Inconformada com o rebaixamento, Kitty xinga o chefe e se torna a musa da rebeldia mutante.
Por falar no baixinho canadense, nesta época saiu a fodástica minissérie dele, com roteiro do onipresente Claremont e arte de ninguém menos que Frank Miller.
Você encarar ou vai correr? Eu, com certeza, vou correr...
Seguindo em frente, temos o amado (e odiado) John Romita Jr assumindo o lápis da série, mas com Claremont ainda nos roteiros. Nesta fase ocorreram algumas das mudanças mais significativas (significativas, não melhores) com a equipe. O regenerado Magneto entrou no time e Tempestade derrotou Ciclope, numa luta que valeu a liderança dos X-Men. Fênix II (a missão?) vem diretamente de Dias de um Futuro Esquecido
para um o presente e os mutunas participam da saga Guerras Secretas II (Beyonder contra-ataca?).
Os X-Men decidem na porrada quem vai ser o chefe.

O que Ciclope fará após sair dos X-Men? E Magneto continuará bonzinho? E quem será o próximo artista mutante? Respostas no próximo e emocionante capítulo de Ascensão e Queda do Império Mutante...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ascensão e Queda do Império Mutante - P# 1

Salve, salve caros cocadeiros.
E cá estou eu, novamente devorando cérebros, após uma breve longa ausência.

Hoje, vamos tentar destrinchar um pouco uma das melhores (e piores) franquias da Marvel: a família mutante.

Os X-Men surgiram em 1963, criados pela dupla infernal Stan Lee e Jack Kirby.
Em seus primeiros anos, a equipe era formada por Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo e eram liderados pelo Professor Xavier.
Pois bem, os mutantes eram seres que nasciam com o gene X, o que dava superpoderes para eles. Como eram considerados ameaças, foram perseguidos pela humanidade (ou talvez fosse por inveja, já que caras poderosos costumam ser fodões).
Além de matar mutantes, os Sentinelas eram excelentes dançarinos...
Em sua primeira fase, os X-Men tinham aventuras ingênuas, quase sempre focando na questão do preconceito. Xavier era uma espécie de Martin Luther King, o pacifista que lutava pelos direitos humanos (neste caso mutantes) enquanto Magneto era uma versão genocida de Malcolm X, mais ativo e reacionário.
Já a equipe, eram os bons moços da Marvel, alunos aplicados que não fazem malcriação e sempre obedeciam ao professor.
Ainda nos anos 60, o roteirista Roy Thomas e o desenhista fodão Neal Adams foram contratados para dar uma renovada na equipe. Os mutantes ganharam roupitchas novas e surgiram alguns personagens, como Destrutor e Polaris. Apesar disso, a série não emplacou e acabou sendo cancelada.

Assustados, os X-Men originais vêem o cancelamento chegando...
Depois de ficar alguns anos na geladeira (algo impensável nos dias de hoje), a Marvel resolveu tirar os mutantes do congelador e torná-los o prato principal da editora.
Então saiu Giant-Size X-Men, edição especial que introduzia novos personagens na equipe. Escrita por Len Wein (que foi um dos criadores de um certo baixinho canadense) e desenhada pelo grande Dave Cockrum, a edição fez sucesso e abriu caminho para o retorno dos mutunas às bancas.
Corredores da São Silvestre fazendo cosplay
Agora, ao invés de adolescentes almofadinhas, a equipe era formada por personagens mais carismáticos. Outra coisa legal, é que eles eram de várias partes do mundo. Tinha deusa africana, índio americano, trabalhador russo, artista circense alemão, porra louca canadense e por aí vai.
É a globalização que estava chegando aos quadrinhos!
Além do talento de Cockrum para criar o visual de personagens, a entrada de um inspirado Chris Claremont nos roteiros tornou os X-Men a equipe mais popular da Marvel.

Fênix usa seu poder para sobreviver a uma enchente...
Durante a fase Cockrum, aconteceram fatos importantes, como a criação dos Shiars e dos Piratas Siderais, os novos Sentinelas e a morte do Pássaro Trovejante. Mas o maior momento foi o surgimento da Fênix.
Porém, contudo, no entanto, Cockrum tinha um problema: atrasava os prazos. Acabou sendo substituído pelo mestre John Byrne.
Resultado: a melhor fase dos X-Men de todos os tempos!

Mas isso é assunto pra nossa próxima edição...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cocaleria #3 - Homem-Animal

Salve, salve cocadeiros.
Depois de algumas semanas ausente, sua seção favorita (e mais difícil de fazer) está de volta!!!
Assunto do dia: Homem-Animal.

Nosso amigo Homem-Animal foi criado por Dave Wood e Carmine Infantino, nos anos 60. Era um personagem do terceiro escalão da DC, até que um sujeito chamado Grant Morrison (alguém aí conhece?) tornou a revista do cara uma das melhores hqs da década de 80. A revista durou 85 edições, sendo que as 26 primeiras foram roteirizada pelo Morrison. O fodástico Brian Bolland desenhou as capas do número 1 até o 56. A partir do número 57, a série foi "adotada" pela Vertigo e passou a usar o padrão visual do selo.
Aqui nas terras brazucas, a fase Morrison foi publicada em DC 2000. Algumas edições foram publicadas pela Metal Pesado e pela Tudo em Quadrinhos.
Bom, vamos deixar de lado a conversa e conferir as 10 melhores capas desta revista animal...


Animal Man 5

Nesta edição saiu a MELHOR história da fase Morrison: o Evangelho do Coiote. A capa está a altura da edição, com uma mão pintando o herói, no melhor estilo dos desenhos clássicos da Warner.


Animal Man 15
Um inocente golfinho alvejado por um arpão e sangrando. A DC surpreendeu ao publicar uma cena tão chocante em uma de suas capas.


Animal Man 18

Essa é bem bacana. Apesar de usar uma imagem vazada, o Homem-Animal é que se destaca na capa.

Animal Man 23

Uma homenagem as capas da DC dos anos 60, com direito a hippies, letra coloridas e quadriculados no título.

Animal Man 24

Aqui vemos os efeitos colaterais que um colecionador de quadrinhos sofre.

Animal Man 25

Aqui, o Bolland mostra a "verdadeira face" do roteirista.


Animal Man 26

Morrison sentado e aos seus pés um caído Homem-Animal. Uma metáfora excelente, mostrando que é o roteirista quem manda.
Animal Man 35

Após Morrison, mas ainda com Bolland. Mais uma homenagem, agora aos filmes B das décadas de 40 e 50.

Animal Man 46

Pra não perder o costume, a referência agora são aos cartazes americanos do século XIX e a figuras históricas como Daniel Boone.


Animal Man 80

A última da lista, é a única que não foi feita pelo Bolland. A inspiração desta vez foi o mestre Dave McKean e Sandman. Fico devendo o nome do artista.