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quarta-feira, 9 de março de 2011

Primeira Classe só nome...

Pois bem cocadeiros.
Antes de tudo, desejo a todos um feliz ano-novo (já que o ano só começa depois do carnaval...)

Hoje, na minha conhecida patrulha internética, me deparei com estas belas obra de arte:
Pois é, caros amigos. Os cartazes de divulgação de X-Men First Class foram o photoshop mais sem-vergonha que já vi.
Tenho a impressão de que o criador destes cartazes deve ter sido o mesmo sujeito que criou estas pérolas aqui:
O cheque sem sombra...
A gata sem umbigo...
Preciso comentar?

Não sou a Mãe Dinah, mas já estou prevendo que X-Men First Class vai ser a bomba do ano...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ascensão e Queda do Império Mutante P#2

Salve salve Cocadeiros...
E vamos em frente com o breve resumo da novela mutante.

No capítulo anterior, os X-Men nasceram, foram cancelados, retornaram, ganharam novos membros e John Byrne assumiu os desenhos.

Byrne, além de ilustrar também co-escrevia as tramas, o que elevou (e muito) o nível das aventuras. Foi nessa época que surgiram algumas das histórias mais memoráveis como a Saga da Fênix Negra, Proteus, o primeiro quebra com a Tropa Alfa e a ótima Dias de um Futuro Esquecido (que inspirou nada menos que o filme O Exterminador do Futuro).
Antes de Bin Laden, Wolverine era o mais procurado da América

O único problema foi o ego da equipe criativa. As faíscas voavam entre Claremont e Byrne, e a parceria acabou após Dias de um Futuro Esquecido.
Depois da saída de Byrne, nosso velho amigo Dave Cockrum voltou a desenhar os mutunas. Na segunda passagem, o grande destaque foi a saga da Ninhada, que teve a participação dos Piratas Siderais e dos Shiars.
Prato do dia: Wolverine à moda da casa

Depois veio o artista Paul Smith. Nesta época, X-Men se tornou um dramalhão mexicano. Kitty foi rebaixada para os Novos Mutantes (que foi o primeiro spin-off do universo mutante), Ciclope se apaixonou por uma mina que era a cara da Jean Grey (que no final era um clone da dita cuja), Tempestade virou punk, Vampira entrou no time (em uma história ilustrada pelo grande Walt Simonson) e Wolverine quase casou.
Inconformada com o rebaixamento, Kitty xinga o chefe e se torna a musa da rebeldia mutante.
Por falar no baixinho canadense, nesta época saiu a fodástica minissérie dele, com roteiro do onipresente Claremont e arte de ninguém menos que Frank Miller.
Você encarar ou vai correr? Eu, com certeza, vou correr...
Seguindo em frente, temos o amado (e odiado) John Romita Jr assumindo o lápis da série, mas com Claremont ainda nos roteiros. Nesta fase ocorreram algumas das mudanças mais significativas (significativas, não melhores) com a equipe. O regenerado Magneto entrou no time e Tempestade derrotou Ciclope, numa luta que valeu a liderança dos X-Men. Fênix II (a missão?) vem diretamente de Dias de um Futuro Esquecido
para um o presente e os mutunas participam da saga Guerras Secretas II (Beyonder contra-ataca?).
Os X-Men decidem na porrada quem vai ser o chefe.

O que Ciclope fará após sair dos X-Men? E Magneto continuará bonzinho? E quem será o próximo artista mutante? Respostas no próximo e emocionante capítulo de Ascensão e Queda do Império Mutante...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Ascensão e Queda do Império Mutante - P# 1

Salve, salve caros cocadeiros.
E cá estou eu, novamente devorando cérebros, após uma breve longa ausência.

Hoje, vamos tentar destrinchar um pouco uma das melhores (e piores) franquias da Marvel: a família mutante.

Os X-Men surgiram em 1963, criados pela dupla infernal Stan Lee e Jack Kirby.
Em seus primeiros anos, a equipe era formada por Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo e eram liderados pelo Professor Xavier.
Pois bem, os mutantes eram seres que nasciam com o gene X, o que dava superpoderes para eles. Como eram considerados ameaças, foram perseguidos pela humanidade (ou talvez fosse por inveja, já que caras poderosos costumam ser fodões).
Além de matar mutantes, os Sentinelas eram excelentes dançarinos...
Em sua primeira fase, os X-Men tinham aventuras ingênuas, quase sempre focando na questão do preconceito. Xavier era uma espécie de Martin Luther King, o pacifista que lutava pelos direitos humanos (neste caso mutantes) enquanto Magneto era uma versão genocida de Malcolm X, mais ativo e reacionário.
Já a equipe, eram os bons moços da Marvel, alunos aplicados que não fazem malcriação e sempre obedeciam ao professor.
Ainda nos anos 60, o roteirista Roy Thomas e o desenhista fodão Neal Adams foram contratados para dar uma renovada na equipe. Os mutantes ganharam roupitchas novas e surgiram alguns personagens, como Destrutor e Polaris. Apesar disso, a série não emplacou e acabou sendo cancelada.

Assustados, os X-Men originais vêem o cancelamento chegando...
Depois de ficar alguns anos na geladeira (algo impensável nos dias de hoje), a Marvel resolveu tirar os mutantes do congelador e torná-los o prato principal da editora.
Então saiu Giant-Size X-Men, edição especial que introduzia novos personagens na equipe. Escrita por Len Wein (que foi um dos criadores de um certo baixinho canadense) e desenhada pelo grande Dave Cockrum, a edição fez sucesso e abriu caminho para o retorno dos mutunas às bancas.
Corredores da São Silvestre fazendo cosplay
Agora, ao invés de adolescentes almofadinhas, a equipe era formada por personagens mais carismáticos. Outra coisa legal, é que eles eram de várias partes do mundo. Tinha deusa africana, índio americano, trabalhador russo, artista circense alemão, porra louca canadense e por aí vai.
É a globalização que estava chegando aos quadrinhos!
Além do talento de Cockrum para criar o visual de personagens, a entrada de um inspirado Chris Claremont nos roteiros tornou os X-Men a equipe mais popular da Marvel.

Fênix usa seu poder para sobreviver a uma enchente...
Durante a fase Cockrum, aconteceram fatos importantes, como a criação dos Shiars e dos Piratas Siderais, os novos Sentinelas e a morte do Pássaro Trovejante. Mas o maior momento foi o surgimento da Fênix.
Porém, contudo, no entanto, Cockrum tinha um problema: atrasava os prazos. Acabou sendo substituído pelo mestre John Byrne.
Resultado: a melhor fase dos X-Men de todos os tempos!

Mas isso é assunto pra nossa próxima edição...